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Como cheguei na Salve Giorgi.

Olá! Primeiro de tudo, vamos nos apresentar. Meu nome é Caroline Rossetto, tenho quase 35 anos e sou formada em Rádio & TV pela FMU desde 2013. É tempo pra caramba!



Conheci o Stefano há 3 anos, de uma maneira bem inusitada e muito engraçada e só nos conhecemos por causa de momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas que eu estava com o meu futuro profissional. E acho que nem ele sabe disso. Vou contar sobre isso mais abaixo.



Como eu disse acima, me formei em Rádio & TV. Entrei para a faculdade em uma época em que não existia Facebook, o Twitter estava apenas começando e o Orkut estava dando o seu adeus. Instagram? WhatsApp? Quem eram na fila do pão? Snapchat? Tik Tok? É de comer?

Não, todas essas facilidades, compartilhamento de ideias e oportunidades que existem hoje, não existiam na época. Então, ficava mais difícil.




Passei os quatro anos de faculdade tentando um estágio, pedindo ajuda a amigos que tinham conseguido, tentando arranjar entrevista - o que aconteceu 3 vezes - e nada.

Diante disso, tive que arranjar um trabalho fora da área para eu conseguir terminar o último ano faculdade. Caso contrário, eu teria que trancar a matrícula, o que já tinha acontecido no ano anterior.



Era telemarketing na maior empresa do segmento no Brasil e no mundo. Para mim, tanto faz isso. Eu não gostava mesmo. Tinha prometido a mim mesmo que eu só iria ficar até o final do ano, quando a última mensalidade seria paga.

De 6 meses planejados em minha cabeça, acabei ficando por 5 anos.


Foram 5 anos bem difíceis. Fui promovida 5 vezes, uma vez por ano. Eu ganhava bem. Muito bem por sinal. Mais até do que qualquer supervisor ou gerente. Eu comecei bem na linha de frente até se tornar uma analista de conta jurídica de um banco muito importante. Mas, eu não estava feliz. Eu não me conformava em ter que atender telefone o tempo todo e não ficar gritando "LUZ, CÂMERA, AÇÃO".


Aquilo me corroía. Tudo isso somado com uma supervisora doida que morreu de tanto trabalhar. Morreu mesmo, em 2015.

Foi nessa fase (2014-2015) da empresa onde me senti mais acorrentada. A supervisora pegava no meu pé o tempo inteiro, mas foi com ela que aprendi as coisas mais importantes da minha vida e que vou levar para sempre comigo.

Foi com ela também que comecei a me sentir um fracasso, engordei quase 20 quilos de tanto stress e foi nessa época em que a minha ansiedade se desenvolveu. Sentimentos estranhos, eu sei.

Uma hora, espero contar sobre essa história melhor.



Eu chorava todos os dias e a única coisa que me aliviava era os finais de semana em que eu saía com o meu noivo para explorar lugares diferentes. Nem viajávamos para fora de São Paulo. Era sempre por aqui mesmo.

Eu sentia necessidade física de ter que conhecer lugares novos e andar por aí, sempre a pé. Viajar para a gringa sempre foi um sonho, mas o quesito grana sempre pesou. Então, que a viagem comece em nosso próprio bairro até chegarmos onde queremos.


Então, comecei a "profissionalizar" nossos passeios. Comecei a fazer pesquisas para saber onde ir, onde comer, o que fazer pela cidade e tudo o mais.

E foram nessas pesquisas que me irritei muito. Todos os sites falavam sempre dos mesmos lugares, das mesmas coisas e tinham até o mesmo texto.


Decidi fazer uma Pós Graduação em minha área para ver se as coisas mudavam um pouco. Nisso, faziam 3 anos que eu havia me formado e mesmo depois de 2000 mil currículos enviados, eu ainda acreditava que poderia chegar em algum lugar em que eu acreditasse, mesmo com muita gente dizendo para eu desistir, falando que eu era muito velha para tentar alguma coisa e outras coisas mais.

Graças a Deus, nunca dei ouvidos.



Lembram que eu falei sobre pesquisar passeios? Lancei o blog Somos Andarilhos (https://somosandarilhos.blogspot.com/) que eu mostro São Paulo, fugindo um pouco dos velhos pontos turísticos tradicionais. É mais trabalhoso e mais difícil garimpar lugares escondidos, mas é ótimo.

E também foi pesquisando freneticamente sobre contas no Instagram que davam dicas do que fazer em São Paulo e que tinham a ver com a minha proposta que eu cheguei até o Stefano...

E foi numa conta sobre São Paulo em que ele mantinha com um dos personagens dos livros "Giramundo - uma história surrealmente real" e "Buon Camino" que eu cheguei até ele...

Fiquei hipnotizada pela foto. Ele estava sentado em um trilho de trem em São Thomé das Letras com os cabelos todo esvoaçantes. As atrizes de comercial de shampoo certamente sentiriam inveja.

A foto parecia uma capa de disco de rock progressivo/psicodélico dos anos 1970. Era uma obra de arte pela composição em si: cores, cenário, figurino, pose...

Lógico que eu eu comecei a seguir.


Mas, vocês devem estar se perguntando? Como foi que vocês começaram a conversar? Eu não tive coragem de puxar assunto, até o momento que eu percebi que a conta deles ficou meio abandonada. Eu me desesperei. Como eu vou ficar sem minhas referências para fotos e lugares?


Até que resolvi me intrometer. Feio, eu sei. Mas a curiosidade falou mais alto. Como não tem foto nova todo dia? Que tinha acontecido? E não é que o Stefano me respondeu com a maior calma do mundo?

E foi desse jeito que começamos a conversar...


Nos conhecemos pessoalmente em Julho/2017. Comprei o livro dele "Giramundo" em suas mãos e certamente, é um dos melhores livros que eu já li.


O blog se transformou em TCC em um projeto engavetado para a televisão, essa conta do Stefano não existe mais e fiquei desempregada em 2017. Fui mandada embora depois de 5 anos.


E foram 3 anos correndo pra lá e pra cá atrás de alguma coisa. Cheguei a ficar 3 meses em uma produtora de animação em 2018, mas em um cargo nada a ver com o que eu esperava.


E no final do ano passado, ele lança a Salve Giorgi e mais uma vez me intrometi com um: "NÃO SE ESQUECE DE MIM!!!"


Foi meio que na brincadeira, meio sério. Eu já tinha esgotado todas as possibilidades de conseguir qualquer coisa na área. Foram tantos anos tentando, que eu já não tinha mais forças direito de buscar mais nada. Mas, nunca imaginei que ele não fosse se esquecer mesmo.


E não é que estamos aqui? Quase 3 meses que passaram muito rápido, reaprendendo na prática tudo aquilo que eu estudei e tinha esquecido. Afinal, se passaram 7 anos.

Às vezes, nem acredito que finalmente estou em um lugar sensacional, com pessoas incríveis trabalhando comigo e descobrindo coisas novas, podendo aprimorar o que acho que sei fazer de melhor, que é escrever. Estou amando.

E estamos vivendo, pensando no futuro, bem no meio de um furacão chamado CoronaVírus.


E foi assim que começou, que está sendo, que vai ser... sou grata eternamente.


Nunca falo para não deixar de acreditar em seus sonhos. Essa frase é clichê demais e sustentar um sonho é bem difícil. Dói. Isso tudo me fez amadurecer muito. Mas, se nesse seu sonho não tiver mais um coração, nem hesite em mudar de caminho. No meu caso, o meu coração sempre foi gigantesco.


Ah! Salve Giorgi.


Abraços

Caroline Rossetto




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