Buscar
  • Somos Andarilhos

Diário de Quarentena

Estava aqui pensando esse dias: Estávamos pulando o Carnaval como se não houvesse o amanhã e de repente, um vírus poderoso invadiu a nossa rotina e fomos obrigados a ficar reclusos para não ficarmos doentes e nem contaminar ninguém.


Todas as formas de lazer nos foram tiradas: Museus, teatros, parques, restaurantes, bares e praças foram fechados. Imaginem como é para mim, que tenho um blog sobre passeios e que ama andar por todos os lados de São Paulo, ficar reclusa?

Sinto falta de coisas bobas como a bronca de um segurança em mim por ter tocado em uma obra de arte ou deitar na grama para ler um livro no parque.

Isso doi de tantas saudades.




E com essa quarentena, muita gente veio com a neura da produtividade. Do nada, veio o surgimento de lives sem fim de pessoas famosas, o excesso de cursos onlines e gratuitos, a neura de ficar fitness com um monte de aplicativos de graça, visitas guiadas em museus do mundo inteiro, receitas e mais receitas de culinária, indicações e mais indicações de livros para ler, todos resolveram

baixar todos os filmes do mundo e por aí vai.


Imaginem só quando essa quarentena acabar? Isso vai gerar um intenso desgaste mental provocado pelo pânico e ansiedade de ficar sozinho e pela incerteza do que vai acontecer no futuro.


Eu só digo: CALMA!

Vai passar. Todos sabemos que um dia vai passar. Não agora ou amanhã, mas vai.

Aprendi que não é tão ruim ficar em casa e não, eu não preciso me desgastar mentalmente. Ficar sozinha nunca foi problema para mim e não deveria ser para os outros.

Já experimentaram fechar os olhos e não pensarem mais em nada? Absolutamente nada?

Escutar a voz do silêncio é uma das melhores coisas que alguém pode experimentar. É nessa hora em que a gente aprende a se ouvir. O silêncio transforma. É perturbador, mas transforma.



Já deitaram no chão para olhar o céu à noite? Uma conexão entre você e algum ser superior, seja lá qual for o seu credo, é uma delícia.

Saia do celular e não consuma tantas notícias ruins.

E respire! Respirar acalma.


Não estou dizendo para não ler nenhum livro, assistir a nenhum filme ou não tentar emagrecer. Faça isso, sim. Mas faça de uma maneira saudável. Sem que isso se torne obrigação.

Quando se torna obrigação, deixa de ser prazeroso e é aí que mora o perigo. E aí, a impotência de não conseguir fazer nada direito gera baixa estima


Estou dizendo para fazer coisas que tragam leveza. Coisas simples mesmo.

E mais uma vez, relaxe.


É com a mente relaxada que muitas (boas) ideias virão.


Espero te encontrar por aí!


Salve Giorgi!


Beijos!

Carol Rossetto







10 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo